7 coisas incriveis

7 coisas incríveis mostram como o som é importante para nós
", 31 de julho de 2018"

A humanidade utiliza o som de muitas formas diferentes desde os primórdios. Hoje, com o avanço da tecnologia, isso foi muito ampliado. Conheça mais sobre 7 usos que damos para o som e como eles afetam nossas vidas.

Você agora vai saber mais sobre sete importantes usos do som. Existem muito outros, uma infinidade. Se fosse escrever sobre todos eles daria um livro.

A lista é bem interessante, incluindo coisas que afetam diretamente sua vida e também aquelas que aguçarão a sua curiosidade.

Acima de tudo, quero mostrar para você como o som está presente no nosso dia a dia, para que passe a senti-lo de uma nova maneira.

Nada aqui segue o rigor científico da academia, e nem pende a balança para o esoterismo mais raso. Fico no meio termo, inserindo conceitos, novas ideias  para que você verifique por si mesmo.

Diagnóstico e tratamento de doenças

O ouvido humano pode ouvir, de forma genérica, de 20 Hz a 20.000 Hz (ou 20 Khz). Ultrasom são ondas sonoras cuja frequência estão acima de 20 Khz, portanto nós humanos não conseguimos ouvi-las.

Mas isso não significa que elas não nos afetem. Ouvimos com todo o nosso corpo, e não só com os ouvidos.

Um dos exames com o qual estamos mais acostumados é o ultrassom. Na verdade ele é feito por um aparelho chamado de forma genérica também por ultrassom, e que permite o diagnóstico e avaliação do estado interno de inúmeros órgãos, tecidos e músculos.

A máquina emite frequências sonoras na faixa acima dos 20 Khz (usualmente de 1 a 5 MHz – megahertz) através de um transdutor (“probe”) que pode ser movimentada no corpo do paciente usando um gel (você já sentiu isso, tenho certeza…).

As ondas sonoras emitidas pelo transdutor passam através dos fluídos, tecidos e ossos. Algumas ondas batem neles e refletem de volta, enquanto outras continuam seu caminho. O transdutor então recebe as ondas que voltaram e calcula o tempo entre a emissão e a recepção, formando a imagem do órgão ou do tecido através de um software (programa de computador) específico.1

As aplicações mais importantes são para avaliação e diagnóstico usando imagem em uma variedade de especialidades médicas: controle pré-natal para gestantes, diagnóstico e medida de órgãos, avaliações de emergência em PS, entre muitas outras.

E tudo isso também existe para animais, através de equipamentos veterinários específicos. Os exames de ultrassom foram fundamentais para o diagnóstico e tratamento de uma infecção do nosso querido cãozinho companheiro Tuareg.

Hoje em dia, existem muitos usos para o ultrassom, incluindo o uso terapêutico para regeneração muscular, cicatrização pós-cirurgica, tratamento de inflamações, etc.

E um dos usos mais interessantes é a litotripsia. Já ouviu falar? É uma forma não invasiva de literalmente “explodir” as pedras dos rins (ou vesícula ou fígado). Uma máquina chamada litotriptor emite um feixe sonoro de ultrassom que atravessa o corpo, quebra determinados tipos de pedra e não afeta os rins e nem os órgãos próximos.

Como uma técnica não invasiva, substitui com muitas vantagens a cirurgia que muitas vezes é necessária para a retirada de pedra dos rins, fígado ou vesícula. 2

Se instiguei sua curiosidade, pesquise por si mesmo em quantos lugares diferentes o ultrassom está presente. Você vai se admirar! (e está somente a um Google “Usos Ultrassom” de distância)

Cura do Câncer

Em 1934 o Dr. Royal Raymond Rife curou 16 pacientes terminais de câncer utilizando uma máquina hoje conhecida como “Rife Machine”, que emite determinadas frequências sonoras audíveis e inaudíveis. 3

Sua história é contada no famoso documentário “Thrive – Prosperar”, imperdível por esta e muitas outras histórias importantes.4

Rife foi sem dúvida um dos grandes expoentes do século passado, contemporâneo de outro gênio chamado Nikola Tesla. Foi o inventor do primeiro microscópio capaz de visualizar vírus e bactérias, e ganhou muitos prêmios durante sua vida pelos inúmeros avanços que proporcionou.

Mas quando a comunidade médica e científica percebeu que ele era uma ameaça, tudo mudou. Terminou a vida miserável, sem nenhum reconhecimento (seu obituário de 1971 dizia que ele “morreu sem dinheiro e amargurado pelo fracasso de seus dispositivos para angariar aceitação científica”).

Das contribuições de Rife para a humanidade, talvez a mais impactante foi descobrir que existe cura para o câncer através de um método não invasivo que usa ondas sonoras. E hoje em dia pesquisadores já tem resultados palpáveis para confirmar tudo o que ele disse e fez.

Em 2015, o famoso jornal inglês “The Guardian” mostrou os resultados obtidos pelos pesquisadores do Instituto para Pesquisa do Câncer do Hospital Royal Marsden em Londres, que começaram a testar uma nova tecnologia, o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU).5

É uma tecnologia de ponta, em pleno desenvolvimento e que já mostra resultados maravilhosos.  De fato, nos EUA já existe uma fundação para promover o desenvolvimento e a aceitação do ultrassom focado como uma alternativa real ao tratamento do câncer, principalmente o de próstata e de mama. 6

E como funciona esta incrível tecnologia?

Já viu a imagem de uma lupa sob o sol? Quando os raios ultrapassam a lente, os raios convergem para um ponto único. É assim que o ultrassom focado funciona, fazendo com que ondas sonoras de alta energia se concentrem em um único ponto, sem a necessidade de nenhum tipo de radiação.

Focando ondas sonoras específicas e de alta energia somente neste ponto, os cientistas foram capazes de matar as células cancerosas e fazer regredir metástases.

O dia chegará em que esta tecnologia estará disponível para o grande público. Nas minhas pesquisas não descobri nenhuma máquina deste tipo aqui no Brasil. Mas se você conhece alguém que necessite desta tecnologia, passe a informação adiante.

Aquecimento de água e geração de energia livre

Em 2008, um músico da Nova Zelândia chamado Peter Davey apresentou uma invenção muito simples: um aquecedor sônico de água que ele criou na década de 40 e que continuou utilizando por muitos anos. 10

O tempo passou, ele morreu, e seu segredo com ele. Será possível mesmo aquecer água com o uso de ondas sonoras? Ou era uma fraude?

Em 2014 surgiu então J. C. Dumas, um francês que “reinventou” o aquecedor sônico de Peter Davey, e ao fazer isto descobriu que a água se comportava de forma muito estranha, totalmente estranha as leis da física.11

Cunhou o termo “efeito Dumas”, e revelou a forma de construção do equipamento, que hoje encontra-se disponível no Youtube para que qualquer pessoa possa construí-lo com baixo custo.16

De acordo com Dumas, o processo passou pelo escrutínio de vários cientistas e pode representar um passo importante para o acesso a energia livre.

Entre muitas outras formas de se obter energia livre e limpa, o som apresenta-se mais uma vez como um aliado. Já pensou poder aquecer ou iluminar nossas casas com baixíssimo custo?

É claro que existe muita controvérsia a respeito desta e de tantas outras invenções que estão pipocando aqui e acolá. Todas elas dizendo sempre a mesma coisa: existe um reservatório inesgotável de energia limpa que pode ser utilizado pela humanidade para seu progresso.

Não necessitamos de mais estudos sobre os impactos da poluição, desmatamento ou aquecimento global. Precisamos isto sim colocar em funcionamento toda a tecnologia de energia limpa e renovável que já temos a nossa disposição.

É questão de tempo.

Detecção de explosões nucleares

Agora que já vimos o que o ultrassom pode fazer, vamos ao infrassom, que são ondas sonoras abaixo dos 20 Hz, e portanto também fora do limite da audição humana.

Estas ondas estão presentes na natureza de diversas formas: o som de avalanches, terremotos, tempestades, cachoeiras, tsunamis, etc.

Muitos animais utilizam os infrassons para comunicação, como as baleias, elefantes, hipopótamos, rinocerontes e jacarés. O som emitido por baleias e elefantes chega a ser tão alto que os habilita a comunicar-se uns com os outros a distâncias de quilômetros.

Já ouviram falar que muitos animais pressentem terremotos e tsunamis antes de nós humanos? Um dos motivos é que eles são sensíveis aos infrassons.

E o que dizer dos tsunamis e terremotos produzidos por nós mesmos, seres humanos, através de explosões nucleares?

Criamos estas bombas, e agora temos que ficar atentos para saber se uma delas foi detonada em segredo em algum lugar da terra.

Para controlar e medir o que estamos fazendo com nossas bombas atômicas, nasceu em 1994 uma organização chamada CTBT (Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty), com sede em Viena e cujo objetivo principal é mapear toda e qualquer explosão nuclear que aconteça na Terra.

Eles utilizam várias tecnologias diferentes para isso, e uma delas é o infrassom. Ao redor do planeta existem 60 sites para detecção de ondas sonoras de baixa frequência, que são indicativos de explosões. 7

Mas porque ainda precisamos de dispositivos que identifiquem estas explosões? Pelo simples fato de que, de 1945 a 2016, bombas nucleares explodiram 2624 vezes em locais diferentes do planeta, e sempre corremos o risco de algum país detonar suas bombas, como fez a Coreia do Norte em 2017.15

Oxalá possamos um dia nos ver livres deste uso maligno da tecnologia! Não precisamos disso para evoluir.

E assim poderemos dar usos mais nobres para o infrassom.

Crescimento de plantas

Existem muitas evidências que as plantas são profundamente afetadas pelas vibrações sonoras.

Em um estudo publicado em 2001, dois cientistas canadenses mostraram que as ondas sonoras de tons puros melhoram o crescimento de feijões e impatiens. Ao contrário, ruídos aleatórios freiam o crescimento destas mesmas plantas.8

E mais, em uma pesquisa realizada pela Universidade da Western Austrália mostrou que as raízes das plantas procuram água através das vibrações acústicas. Literalmente elas ressoam com as vibrações acústicas produzidas pela água sob a terra.

No estudo as plantas conseguem distinguir entre o som da fonte de água (som da natureza) e um som produzido artificialmente. Significa que as raízes “escolhem” para onde se direcionar, mostrando que as plantas sabem distinguir entre um som natural e um som produzido artificialmente. Fantástico!

Os cientistas finalizam o estudo de forma emblemática: “existe uma necessidade urgente de compreender melhor o papel ecológico do som”.9

Levitação

Mais uma incrível aplicação do som!

Como pode algo invisível aos olhos (ondas sonoras viajando pelo ar) fazer objetos sólidos levitarem?

Este é um tema que também gera muita controvérsia. Alguns acreditam que povos antigos como os egípcios, maias e incas dominavam a levitação de pedras através do som, e foi assim que construíram suas pirâmides.

Mas existe um caso bem interessante que aconteceu no século passado, em 1939.  O sueco A. Henry Kjellson escreveu um livro chamado “The Lost Techiques”, onde conta que seu amigo, conhecido como Dr. Jarl, testemunhou a levitação de enormes blocos de pedra feita por duzentos monges tibetanos.

Utilizando 13 tambores de variados tamanhos, 6 trompetes tipo “ragdon” e canto, eles foram capazes de transportar as rochas até um platô 250 m acima de onde estava o bloco originalmente.

O matemático Amber Wing fez uma análise geométrica da disposição dos instrumentos e do bloco de pedra concluindo que:

“A geometria sagrada poderia ser chamada de geometria sônica. Desta forma talvez as pessoas a levassem mais a sério para começar a analisar a natureza fractal do som” 12

Veja abaixo o esquema utilizado:

Pode ser difícil de acreditar na história acima, mas nos tempos modernos vários cientistas já inventaram dispositivos para levitar objetos.

Assista logo abaixo um vídeo impressionante feito pelo maior laboratório de pesquisa em energia dos EUA, o Argonne National Laboratory, que inventou um dispositivo para auxiliar no desenvolvimento de remédios farmacêuticos mais eficientes.13

Música

Esta talvez seja a utilização mais abrangente e antiga do som. Quem nunca ouviu música? Quem não foi afetado por ela?

Desde a criação do instrumento mais antigo do mundo, uma flauta de osso de urubu de 40000 anos atrás, do uso da voz para comunicar e imitar a natureza (cantando), até a moderna música eletrônica, a humanidade está envolvida com a música.

Música é o som organizado. Notas musicais (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) são agrupadas tendo como base um tripé: a melodia (o que cantamos), o ritmo (o pulso, a marcação) e a harmonia (o que sentimos).

É uma das coisas que nos distingue dos outros animais. Somos capazes de fazer música e de responder a ela, inclusive dançando. Escutamos, somos preenchidos por ela, sentimos e começamos a bater o pé.

A variedade infinita de combinações feitas usando os elementos acima constrói culturas, alegra e conforta as pessoas, faz parte de ritos e celebrações, mas acima de tudo expressa a mais pura beleza que reside dentro de cada um de nós.

E como tudo que existe neste mundo, também possui o seu lado negro, e muitas vezes na história foi utilizada para o mal e para a manipulação.

A verdade é que todos somos seres musicais. Todos temos a nossa música interna, que vêm da nossa essência. Não precisamos saber tocar um instrumento para expressar esta música, porque ela está em nós e faz parte de nós.

Você já ouviu a sua música interna?

Um bom exercício para desenvolver a nossa musicalidade é praticar a escuta plena, com atenção máxima, de preferência com fones de ouvido não muito altos. Isso significa reservar um tempo para a escuta, onde você não será interrompido.

Procure escutar os instrumentos individualmente, sentir o pulso da música e prestar atenção também ao que acontece com os seus sentimentos e percepção corporal. Dê preferência para músicas instrumentais, e não canções (as que tem letra).

Você pode fazer isto com os estilos e grupos/compositores que você aprecia, mas procure expandir o seu conhecimento musical com peças diferentes, que talvez você nunca tenha ouvido antes.

Em tempos de Youtube, Spotify e outros isso é muito fácil e prazeroso.

Se fizer este exercício de forma consistente, pode se surpreender com os resultados.

Atualmente a música é um tema de muito estudo pela comunidade científica, especificamente a neurociência. Com a ajuda da ressonância magnética, os cientistas vão aos poucos desvendado os mistérios de como a música atua em nosso cérebro, e que partes dele são ativadas quando ouvimos nossas músicas preferidas.

Quando a música for ensinada desde bem cedo, para todas as pessoas, o mundo do futuro será outro. Mas tem de ser a música verdadeira, aquela que vem de dentro.

CONCLUSÃO

Na minha pesquisa para escrever este artigo me deparei com muito mais usos do som. Impossível abordá-los todos aqui.

Como sempre, meu objetivo é transformar assuntos complexos em mensagens simples, e espero ter tido sucesso neste pequeno artigo.

Estimulo que cada um faça as suas próprias pesquisas, as fontes estão todas listadas abaixo. Infelizmente a maioria é em inglês, mas tradutores online ajudam muito quem não domina a língua.

Finalizo com um trecho do livro “Mensageiros do Amanhecer”, de Barbara Marciniak. Em um capítulo inteiro dedicado ao som, ela escreve:

“O som vai evoluir. Agora os seres humanos podem tornar-se instrumentos sonoros através da sintonia. Os seres humanos vão transforma-se em flautas, pianos, harpas, oboés e tubas. Permitirão que energias usem o seu corpo físico criando uma variedade de sons que eles não dirigem, nem pretendem controlar. É o Espírito quem toca, e o ser humano simplesmente observa a plateia durante a sinfonia que ele e seus semelhantes estão executando. Isso é muito profundo.”14

É exatamente o que sinto quando toco as minhas tigelas de cristal!!!

Fico por aqui, deixando para você uma mensagem que fala ao coração. O documentário a seguir mostra o poder da música no cérebro, e de como ela afeta nossa memória. Reserve uma hora e meia para assisti-lo com atenção. Vale a pena.

Alive Inside, a história de como a música devolve a vida para pacientes com doenças do cérebro. Clique aqui para assistir.

Namastê!

 

Luiz Pontes. Jul/18

 

FONTES:

  1. https://science.howstuffworks.com/ultrasound1.htm
  2. https://pt.wikipedia.org/wiki/Litotripsia
  3. http://rifedigital.com/rife-cures-16-people-of-terminal-cancer/
  4. Assista Thrive – Prosperar no Youtube aqui
  5. https://www.theguardian.com/science/2015/oct/31/ultrasound-cancer-research-hifu-bone-trial
  6. https://www.fusfoundation.org/
  7. https://www.ctbto.org/
  8. The effect of sound on the growth of plants – Margaret E. Collins & John E. K. Foreman – The University of Western Ontario, London, Canada
  9. https://qz.com/959888/a-new-scientific-study-find-that-plant-roots-follow-acoustic-vibes-to-find-a-drink/
  10. http://www.rexresearch.com/davey/davey.htm
  11. https://www.effet-dumas.org/en/
  12. http://www.megageometry.com/2013/03/tibetan-monks-and-geometry-of.html
  13. http://www.anl.gov/articles/no-magic-show-real-world-levitation-inspire-better-pharmaceuticals
  14. Marciniak, Barbara – Mensageiros do Amanhecer – Ensinamentos das Plêiades – Ed. Ground 1996 – pag 237
  15. https://www.independent.co.uk/news/science/this-map-shows-every-nuclear-explosion-in-history-a6914056.html
  16. https://www.youtube.com/watch?v=Vkk11hlTTMo

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